RADIOS ONLINE

 

Radios online : O contexto

radio contrabanda- Os computadores e os dispositivos móveis já sao actualmente, dois dos principais meios de consumo de radio no mundo.

- Em Portugal estima-se a mais de 10%, os ouvintes da rádio através da internet. No resto da Europa, a quantidade de ouvintes das radios online é já muito superior. E nos Estados Unidos o nível é ainda maior; Portugal, mesmo que de modo relativo, pode seguir o mesmo caminho.

- Existe uma oferta suficiente de radios online em Portugal - muitas delas com qualidade - que transmitem pela Net em streaming (fluxo contínuo de áudio).  Foram criadas pelas grandes estações de radio estabelecidas em Portugal, ou por criadores independentes de radios online. Mas a quantidade talvez peque pela pouca (e real) variedade.

Com uma oferta muito mais alargada a nível temático, os ouvintes de radios online em Portugal deverão sem duvida, aumentar significativamente.

- A radio e a Internet são considerados como meios complementares, e ambos beneficiam de um elevado coeficiente de simpatia.

- O casamento radio+Internet é considerado como tendo um fantástico potencial de rentabilidade para os Anunciantes. Vários estudos o comprovam.

- A carga de publicidade muito inferior à das radios tradicionais é também uma das razões do interesse crescente do publico para as radios online, e um dos motivos do sucesso deste media emergente.

- Os gostos musicais estão cada vez mais diversificados e segmentados. O publico das radios está cada vez mais fragmentado, e a necessidade de oferecer radios temáticas de qualidade e diversificadas torna-se portanto uma evidencia.

- Mesmo que resolvidos a entrar no esquema da radio online, e com muitos deles já actores na web, os grandes grupos de media que evoluem no mercado da radio em Portugal ainda parecem indecisos quanto à direcção a tomar relativamente ao (real) desenvolvimento das radios online em Portugal.  Esse factor trava claramente iniciativas de qualidade, verdadeiramente diversificadas, e que respondam à esperança de um publico que se espalha cada vez mais. Um dos travões que impedem esse desenvolvimento é a incerteza quanto ao modelo de negócio a adoptar relativamente à nova realidade de um mercado em movimento.

- O publico português, amante de radio e de musica, virou-se em grande parte para plataformas que oferecem leitores de mp3 online, aos quais é dado o apelido marketing de "radios", mas que evidentemente na realidade não o são. Não se trata de criticar essa forma de ouvir musica nem esses serviços , que souberam trazer uma resposta adequada a algumas necessidades, e no momento certo.

Porem, essa resposta não é completa e contem provavelmente uma dose de insatisfação, senão de frustração. A larga adesão a esses sistemas online demonstram ainda que existe uma real procura pela diversidade. Mas parte do publico não encontra respostas claras que possam alimentar inteiramente os seus desejos.

- Existe uma clara dificuldade para as web radios que se desejam implantar em Portugal, relativa aos direitos de Autor, e aos custos induzidos pela passagem na webradio das musicas dos Artistas inscritos em associações como a Sociedade Portuguesa dos Autores.

- De modo geral, o panorama das radios online em Portugal parece sofrer de uma carência de dinâmica, porque envolvido num contexto global feito de incertezas, de ambições "mornas", de travões burocráticos inadequados relativamente à realidade do mercado, e também de falta de confiança quanto ao futuro.

"Gosto daquele que sonha com impossível", dizia Goeth. Talvez em Portugal, uma grande parte dos que podem tomar grandes decisões susceptíveis de tornar sonhos em realidade , tomem mentalmente o improvável como impossível.

Este estado de morosidade, gerador de empatia geral explica certamente em grande parte a falta de entusiasmo e o atraso que Portugal tem nesse domínio relativamente a outros Países europeus.

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